Há muito tempo não escuto Forthcoming Fire, uma das minhas bandas góticas/darks preferidas. Essa semana baixei seus álbuns para poder jogar fora as fitinhas cassetes que eu ainda tinha guardadas e re-descobri algumas músicas, entre elas, Raise your wings like fire, que vale só pelo nome.
Os dois juntos são impossíveis
Vanguarda é vanguarda.
Erol Alkan já tocava LCD Soundsystem em um set de 2002. A questão não é só ter visualizado o LCD em 2002, mas TER FEITO UM SET com punk-disco em 2002!
Erol Alkan é tudo
Eu sempre gostei dessa música, World in Motion. Achava que ela, além de dançante, era alegre, para cima. Nunca havia prestado atenção na letra, mas achava curioso o seu final, quando parecia que havia uma torcida de futebol gritando "England".
Algumas semanas atrás, um amigo inglês me disse que o New Order havia feito essa música para a seleção inglesa de futebol na Copa do Mundo de 1990. Ora, fazia então todo o sentido aquele coro gritando "England", hahahaha.
Fico bem imaginando quem cantaria a música da seleção do Brasil. Deize Tigrona? Latino? Banda Eva? Banda Calipso? Hahahahahahaha. A gente sofre, mas goza.
Então resolvi ir atrás da letra e me surpreendi: ela é linda e, óbvio, consegue-se aplicá-la não apenas ao mundo do futebol. Serve para nossas vidinhas pessoais também.
Aí embaixo vai a letra e o clipe que tem alguns jogadores da seleção da época fazendo o back vocals e a parte "rap".
(PS: reparem como o jeitinho inglês de ser é lindo. ai, ai)
Ah, e eu adoro esta parte da letra:
Cos Im the england man
And what youre looking at
Is the master plan
We aint no hooligans
This aint a football song
Three lions on my chest
I know we cant go wrong
Were playing for england {in-ger-land}
Were playing the song
Were singing for england {in-ger-land}
Arrivederci its one one one
LINDO!
World in Motion (New Order)
Express yourself
Create the space
You know you can win
Dont give up the chase
Beat the man
Take him on
You never give up
Its one on one
Express yourself
Its one on one
Express yourself
Its one on one
Express yourself
You cant be wrong
When somethings good
Its never gone
Loves got the world in motion
And I know what we can do
Loves got the world in motion
And I cant believe its true
Now is the time
Let everyone see
You never give up
Thats how it should be
Dont get caught
Make your own play
Express yourself
Dont give it away
Express yourself
Its one on one
Express yourself
Its one on one
Express yourself
You cant be wrong
When somethings good
Its never wrong
Loves got the world in motion
And I know what we can do
Loves got the world in motion
And I cant believe its true
Loves got the world in motion
And I know what we can do
Loves got the world in motion
And I cant believe its true
Youve got to hold and give
But do it at the right time
You can be slow or fast
But you must get to the line
Theyll always hit you and hurt you
Defend and attack
Theres only one way to beat them
Get round the back
Catch me if you can
Cos Im the england man
And what youre looking at
Is the master plan
We aint no hooligans
This aint a football song
Three lions on my chest
I know we cant go wrong
Were playing for england {in-ger-land}
Were playing the song
Were singing for england {in-ger-land}
Arrivederci its one one one
Were playing for england {in-ger-land}
Were playing the song
Were singing for england {in-ger-land}
Arrivederci its one one one
Were playing for england {in-ger-land}
Were playing the song
Were singing for england {in-ger-land}
Arrivederci its one one one
Were playing for england {in-ger-land}
Were playing the song
Were singing for england {in-ger-land}
Arrivederci its one one one
Sei sei que faz um tempo que não posto nada aqui (já estou descumprindo com minha promessa pessoal), mas época de provas é fogo.
Só para não deixar em branco vou colocar uma música que achei em um podcast da Trash de Londres e que eu ainda não sei o nome, mas que pretendo descobrir em breve.
Não tinha a intenção de colocar Sisters aqui de novo, mas não pude evitar, esse clipe é uma pérola!
O que o Andrew faz com um terno branco? Tá querendo ser o underground dos undergrounds? E aquele bastão que ele tem na mão? E por que a noiva-cadáver faz sempre aquela cara de... noiva-cadáver? E aquelas unhas, meu Deus! Reparem que ela nem consegue dirigir direito. E que porra eles fazem no deserto?
Enjoy it!
http://www.youtube.com/watch?v=xj59pTTNp1g&search=Sisters%20Of%20Mercy
(maurice, me ensina a colocar o vídeo aqui e não só o link)
Ok, essa banda está longe de ser nova. Mas não pude deixar de exibir o meu novo vício, o You Tube, e nem deixar de postar Sisters aqui porque Sisters - quem me conhece, sabe - é minha vida.
Pensando bem, não tem muita função eu ficar escrevendo coisas aqui sobre bandas mais do que conhecidas. Acho que tornaria esse Podcast mais interessante se eu colocasse um foco em novas bandas, por exemplo. A brincadeira ficaria mais atraente.
Vou tentar, então.
Seguindo essa linha, hoje coloco uma música do Dresden Dolls.
Dresden Dolls é uma banda de Boston formada por um cara na bateria e uma menina no piano. É só bateria e piano. SÓ. Como se não bastasse isso de "esquisitice", o visual deles é bem original: remete aos cabarés da metade do século, como vocês podem ver na foto (reparem na sobrancelha dela).
Aconselho uma navegada pelo site www.dresdendolls.com
É imperdível a sessão "Closet" (http://www.dresdendolls.com/closet/index.htm): na opção "Hate Mail" estão os e-mails que recebem de pessoas que odeiam o som deles. Engraçadíssimo.
Nunca se agrada a todos, né? Especialmente quando se propõe algo efetivamente diferente nesse mundo onde todo mundo é tão igual...
(continuação do post anterior)
Depois da morte de Ian Curtis, a banda se reorganizou: Sumner assumiu os vocais e entrou Gillian Gilbert, a tecladista. Nasceu em 1980, sob grandes expectativas, o New Order.
Os primeiros hits da nova banda foram Everything's Gone Green e Temptation. Em 1983, o New Order atingiu a posição de número 5 da Billboard com Blue Monday e vendeu mais de 3 milhões de cópias de seu álbum pelo mundo. Se eles começaram a ganhar muito dinheiro? Não. Grande parte do que recebiam ia para da Factory, o selo que os lançou, para cobrir o vermelho do clube de mesmo nome. E adivinhem por que o clube estava no vermelho? Porque o ecstasy estava tomando conta das pistas de dança e a Factory não conseguia mais ganhar dinheiro com bebidas.
Em 1985 eles lançaram Low Life e, em 1986, Brotherhood.
Em 1990, gravaram o single World in Motion, o tema da seleção britânica na Copa do Mundo (prestem atenção na letra, é linda e envolvente)
(É muito sonho ter um tema da seleção gravada pelo New Order, não? Qual seria o equivalente no Brasil? Acho que prefiro não pensar)
Na década de 90, o grupo deu uma parada. Peter Hook se dedicou ao seu projeto paralelo, o Revenge, com o guitarrista David Hicks e o baterista Ashley Taylor. Sumner seguiu com seu projeto Electronic, com o guitarrista Johnny Marr e com o vocalista dos Pet Shop Boys, Neil Tennant. Morris e Gilbert formaram o The Other Two.
Depois de uma apresentação no Reading Festival in 1998, o New Order voltou a trabalhar junto no álbum Get Ready, álbum este que teve a ajuda de Billy Corgan (ex-Smashing Pumpkins).
Para completar: em 2006, ano em que estamos, o New Order deu o cano no Brasil. Sua turnê estava marcada para passar por São Paulo em maio mas ainda em fevereiro eles cancelaram a apresentação por “problemas na saúde na família de um deles”. Engraçado é que eles sabiam que esse problema duraria pelo menos até maio. Sinceramente? Acho que eles ficaram com medo de vir para essa terra de ninguém. Depois do que aconteceu com a cidade na semana passada, sabemos que foi com razão.
Eu, bem louca que sou, surtei e fui à Inglaterra 3 anos seguidos. Conheci Londres e algumas outras cidades mas, por infelicidade e, confesso, falta de planejamento, não consegui conhecer uma das cidades que mais me desperta curiosidade: Manchester.
Quem já conhece Manchester me pergunta o porquê desta vontade já que a cidade não é, digamos, um símbolo de beleza: é uma cidade totalmente industrializada e cinza.
E eu respondo: porque Manchester deve transpirar música.
Não sei se você já notou o que eu venho notando há um bom tempo, 90% das novidades musicais vem da Inglaterra e destes 90%, grande parte nasce em Manchester. Impressionante.
Já perguntei a uma inglesa que produto químico eles costumam colocar na água de lá, ela deu risada e me respondeu: provavelmente lá surgem muitos músicos porque há muitas fábricas desativadas e as bandas aproveitam esses espaços para soltarem as bruxas e ensaiarem à vontade. Então surgem algumas bandas boas, outras se empolgam, e temos um círculo vicioso. Deliciosamente vicioso, digo eu.
Falo de Manchester aqui porque chegou a hora de dar espaço a uma das minhas bandas prediletas: New Order.
Em 1976, surgiu a banda Stiff Kittens, com Bernard Sumner na guitarra, Peter Hook no baixo e Terry Mason na bateria. Neste mesmo ano, após assistirem a uma apresentação dos Sex Pistols, eles empolgaram e colocaram um anúncio no jornal procurando um vocalista para a banda. Apareceu então o maluco Ian Curtis. O nome da banda mudou para Warsaw e, logo depois, para Joy Division. Aliás, o nome Joy Division levantou muitas polêmicas pois se refere a espaços sado-masô onde os soldados nazistas se “divertiam” nos campos de concentração. Logo mentes “espertas” tentaram associar a banda ao Nazismo (idiotas existem em todas as épocas e em todos os lugares).
Ian Curtis tinha epilepsia e chegou a ter ataques durantes as suas apresentações. Mórbido que era, não bastava ser epilético, enquanto cantava ele dançava como se estivesse tendo um ataque de epilepsia verdadeiro naquele momento.
Joy Division só lançou dois álbuns: “Unknown Pleasures”, que foi um sucesso imediato (e claramente inspirado em The Doors, Velvet Underground e David Bowie), e “Closer”, mas este último Ian Curtis não presenciou o sucesso: ele se enforcou pouco antes do lançamento.
Como banda boa é banda boa, nada acabou. Sem Ian Curtis, a banda assume uma nova ordem.
Continua...
PS: Transmission, a música de hoje, é uma das minhas preferidas. Gostaria que fosse Atmosphere, mas vou tentar postar o clip dela depois, que é absolutamente lindo.
PS 2: sempre achei a música do Joy Division meio “dura” mas após assistir ao filme “24 Hour Party People” (“A Festa Nunca Termina”, em português) consegui entender a musicalidade perfeitamente e passei a amá-los. Este filme não foi lançado em VHS ou DVD no Brasil MAS EU TENHO, TÁ? Baixei na internet... coisas da tecnologia...
Esse Skol Beats não foi o melhor para mim e nem o pior. Me diverti e a tecnologia não deu vexame (como o som, em 2004), mas não ficará na minha memória como algo especial. Foi e é só isso. Ponto.
A organização pecou em alguns pontos. Acreditam que os seguranças estavam exigindo CPF ou RG de estrangeiros? E quando argumentavam que estrangeiros não tinha nem um e nem outro, mas passaporte, os seguranças continuavam exigindo CPF ou RG? É de chorar, né?
E, como SEMPRE, não segui meu horário, mas me saí melhor do que a encomenda:
- Não consegui ver o Tiga porque cheguei no meio do set e desencanei de ir até a tenda
- Vi o DJ Marlboro (que tocou O MESMO SET que ele havia tocado no Lov.e no sábado anterior)
- Desisti da Deize Tigrona (bateu um arrependimentozinho, mas o raio do caminhão estava se andando e tinha uma multidão atrás, deu preguiça).
- Vi o finalzinho do set do Gil Barbara que ARRASOU.
- Vi LCD SounSystem de pertinho (quase grudei na grade, mas tenho que confessar que eles não me empolgam muito apesar de ser uma grande banda).
- Vi Timo Maas, que colocava umas músicas bem chatas de vez em quando.
- Vi Sven Vath, mas era mais chato que o Timo Maas.
- Passei várias vezes pela tenda de Drum and Bass só para constatar que detesto mesmo esse gênero.
- Passei duas vezes pela Tribe, o palco de trance, só para constatar que amo mesmo esse gênero (e agora tenho a companhia da Ju para surtar comigo - OBA! - estava há 10 anos esperando alguém...
- Assisti o final do Spitfire, esse da foto, que foi o MELHOR do Skol Beats. Eles vieram como banda completa, com DJs, percussionista, guitarrista e vocalista. Guardem esse nome que eles vão estourar. Tentei achar uma música deles para colocar aqui, mas não consegui. Então vejam lá: http://hypno.uol.com.br/2004/artistas.asp?artista=53
- Desencanei do Plump DJs porque estava sem pique.
- Ouvi uns 10 minutos de Armin van Buuren, mas não tinha mais condições físicas e psicológicas para alguma coisa.
- Prodigy? Nem tentei, só se eu quisesse ser pisoteada. Não, ainda tenho amor a minha vida.
Nunca falei, mas confesso agora: não gosto de festivais. São muitas atrações tocando no mesmo horário, me dá neuras, e os sets são curtos demais para os DJs poderem desenvolver algo decente. Não gosto de festivais, mas mesmo assim eu vou, assim como gosto de contos, mas não gosto de livros de coletâneas de contos. Prefiro me aprofundar, sabe? Ver algo com começo, meio e fim e me concentrar naquilo. Não gosto de "samples" e lasquinhas que festivais e coletâneas nos dão.
Por que eu vou aos festivais? E por que eu leio livros de coletâneas? Porque são um bom caminho para eu conhecer um músico, um DJ ou um autor que eu ainda não conheço. Depois eu vou atrás de mais.
E agora eu vou é atrás do Spitfire e tenho dito.
Como não achei musiquinha do Spitfire, vai Blackiack, dos Plump DJs...
Parece que algo de imperdível nesse Skol Beats são os Plump DJs. Eu ainda não os conhecia, mas ouvi uma música deles incrível, chamada "The Push", na Rádio UOL. Tenta lá: http://radio.musica.uol.com.br/. Tem um canal só para o Skol Beats logo de cara. Tentei baixar essa mesma música na net, mas não consegui encontrá-la. Parece que os donzelos ainda não lançaram CD, o que torna a coisa mais difícil.
De qualquer forma, para dar o gostinho, postei um trecho de uma música que é uma mixagem de "Doctor, Doctor", do Thompson Twins, mais uma banda dos anos 80 de um hit só.
Se alguém quiser (tentar) me encontrar no Skol Beats ou me sequestrar (já aviso que nem eu e nem a minha família têm mais do que 200 reais para pagar de resgate, metade em passe de ônibus e metade em ticket refeição), segue a minha TENTATIVA de horário:
(20 - 21h) The Bays (Skol Live)
(21h30 - 22h) Tiga (The End)
(22 - 23h) DJ Marlboro (Pepsi Electric)
(23h - 23h15min) Deize Tigrona (Pepsi Electric)
(23h15min - 00h15 min) LCD SoundSystem (Skol Live)
(00h30min - 1h) - Timo Mass (The End)
(1h - 2h30min) - Prodigy (Skol Live)
(2h30min - 3h30min) - Sven Vath (The End)
(3h30min - 4h30min) - Spitfire (Skol Live)
(4h30min - 6h) - Plump DJs (Skol Live)
(6 - 7h) - Armin Van Buuren (DJ Mag)
(7 - 9h) - Anderson Noise e Mau-Mau (Skol Live)
6o Skol Beats, 5a vez que vou. Sempre juro que não vou mais, mas sempre mudo de idéia. Mas cada ano é um ano, algumas vezes tudo é fantástico, em outras tudo é uma merda (o festival de 2004, por exemplo, quando não se ouvia o som em nenhuma tenda, foi a maior shit I have ever seen). Este ano vou descompromissada, sem expectativas, o que talvez me garanta boa diversão. E a novidade é que vou chegar quase que na abertura dos portões e devo ir embora quando apagarem as luzes. Ou melhor, quando todas as luzes se acenderem. Ah, eu mereço...
Para não sair do assunto, a primeira música (ótema) que posto aqui - We Come 1 - é do Faithless, uma banda inglesa fantástica, que fez um live no Skol Beats do ano passado e que eu, claro, perdi. Quanto desperdício foi esse meu 2005. Xô Satanás.
Não sei como funciona isso, não sei se vai dar certo, mas olha eu aqui me metendo a besta ![]()

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